Quando um político perde a coerência, não é apenas uma opinião que muda — é a máscara que escorrega. Ontem ele discursava com o punho cerrado, prometendo lutar pelo povo; hoje, sentado na cadeira do poder, aprende rápido a arte de esquecer. A memória do eleitor, dizem eles, costuma ser curta. Por isso muitos trocam princípios por conveniências com a tranquilidade de quem muda de gravata.
A coerência, na política, deveria ser a espinha dorsal. Mas em certos casos vira peça decorativa: aparece bonita no discurso, mas desaparece na prática. O político que antes criticava privilégios passa a defendê-los; o que falava em transparência começa a se esconder atrás de justificativas vazias; e o que jurava independência logo descobre as vantagens de andar de mãos dadas com o poder.
Quando isso acontece, resta ao cidadão lembrar algo simples: incoerência repetida não é estratégia, é caráter revelado. O problema é que, em muitos palcos da política, a coerência virou defeito — e a conveniência, virtude. Enquanto isso, o eleitor observa, entre o riso amargo e a indignação, percebendo que alguns políticos não mudam de ideia… mudam apenas de interesse.Na política, há quem mude de opinião por reflexão. Mas há também quem mude por conveniência — e essa mudança costuma acontecer no exato momento em que a cadeira fica confortável. O discurso que antes era firme vira elástico: estica para um lado, depois para outro, sempre acompanhando o vento do poder.
O político incoerente é uma espécie curiosa. Na campanha, fala como revolucionário; no cargo, governa como administrador de interesses. Ontem criticava acordos, hoje chama de “articulação”. Ontem denunciava privilégios, hoje diz que são “necessários para governabilidade”. A palavra muda, mas o benefício permanece.
No fundo, a incoerência política raramente é acidente. É cálculo. Alguns descobriram que, para certos eleitores distraídos, basta trocar o tom da voz e repetir o discurso com nova embalagem. O problema é que, quando a coerência morre, a confiança vai enterrada junto.
E aí sobra o espetáculo: políticos que se dizem diferentes, mas agem exatamente como aquilo que juravam combater. Na plateia, o povo assiste — entre a irritação e o sarcasmo — percebendo que, para alguns, a política não é compromisso com ideias, é apenas um método sofisticado de trocar princípios por vantagens.
Quando a máscara cai o discurso e outro, infelizmente quer só like nas redes sociais!!!!!








