A análise da quebra dos sigilos bancário e fiscal de investigados revelou uma rede complexa e estruturada de lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais entre empresas e contas de fachada.
Um prédio comercial na Zona Sul de São Paulo. Um escritório na área leste de Roma. Dois endereços que, segundo a Polícia Federal, o doleiro Thareck Mourad usou para movimentar dinheiro vivo como pagamento pela venda de drogas no exterior. A polícia informou que prendeu Thareck Mourad na sexta-feira (28), em São Paulo. Ele é apontado como elo entre o PCC e a ‘Ndrangheta, um grupo mafioso italiano.
“Esse dinheiro não transita no sistema formal, até porque isso levaria ao rastreamento e à identificação. Então, esse pagamento é feito no sistema paralelo, que são essas operações conhecidas como operações do dólar cabo, que são um sistema de compensação com a entrega de um dinheiro no país e retirada em outro, sem que esse dinheiro ultrapasse as fronteiras, sem ter a remessa física desse dinheiro”, afirma o delegado Eduardo Verza.
Fonte:G1








