Luís Otávio Veríssimo Teixeira diz que muitas vezes os elementos não são suficientes para uma decisão justa, e a Justiça Desportiva depende de recursos da Justiça Comum
No ano passado, quando veio à tona a operação da Polícia Federal, que investigava Bruno Henrique por supostamente ter forçado um cartão amarelo para beneficiar apostadores, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu pelo arquivamento do caso.
Em novembro de 2024, a Procuradoria disse que o alerta (da Sportsradar, empresa contratada pela CBF para analisar possíveis casos de manipulação) “não apontava nenhum indício de proveito econômico do atleta, uma vez que os eventuais lucros das apostas reportados no alerta seriam ínfimos, quando comparados ao salário mensal do jogador”.
Em entrevista ao ge, o presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, explicou que o Tribunal adota um rito com uma série de etapas antes de um caso chegar a julgamento. Muitas vezes os elementos não são suficientes para uma decisão justa e, por isso, é preciso ter cautela para instaurar o processo. Os recursos da Justiça Comum, que geralmente caminha de forma mais lenta, são importantes para o trabalho no âmbito desportivo.
Fonte Ge








